Aceitem-se uns aos outros | Estudo 02
Na igreja primitiva se encontravam – lado a lado – pessoas das mais diversas etnias e camadas sociais. Elas tinham diferentes opiniões e maneiras de fazer as coisas.
Além disso, no mesmo grupo haveria pessoas em distintos níveis de maturidade na fé. Sabemos pelas cartas do N.T. que certos cristãos demoravam para aplicar a cruz de Cristo às velhas atitudes pecaminosas e custavam para se revestir totalmente do novo homem. Alguns se orgulhavam da sua avançada espiritualidade – que muitas vezes não passava de uma cabeça cheia de conhecimento e uma vida desafinada.
Outros se entregavam à tarefa de criticar tudo e todos. Ainda outros eram corroídos pela inveja.
Havia irmãos briguentos. E como sempre acontece, havia certos cristãos com hábitos e cacoetes que irritavam os mais sensíveis. Enfim, as igrejas eram compostas de cristãos que, apesar de terem crido em Cristo, ainda eram imperfeitos.
Foi a grupos de cristãos desse tipo, que Paulo ordenou que usassem de paciência e tolerância, que suportassem uns aos outros. Nenhum deles era perfeito; todos precisavam colocar-se mais e mais sob o controle do Espírito Santo. A igreja dos nossos dias não é diferente. Os cristãos não deixaram de ser humanos e falhos. Muitos acham difícil e pouco atraente a idéia de tomar a sua cruz, fazendo morrer velhos hábitos e práticas pecaminosas. O mandamento que Paulo entregou há dois milênios, vale igualmente para os dias de hoje. Portanto, vamos ver se chegamos a entender...
Nenhum outro grupo daquela época era igual a Igreja Primitiva – a do primeiro século depois de Cristo -, quanto à diversidade e etnias, de formações religiosas e de classes sociais. Ali, na mesma igreja, se encontrava judeus, romanos, bárbaros, gregos, escravos, e livres, ricos e pobres. Essas pessoas traziam para dentro do Corpo de Cristo as mais variadas formações educacionais e culturais, divergentes pontos de vista sobre a vida, e diferentes escalas de valores. Em meio a tanta diversidade, era inevitável que surgissem problemas. Os Cristãos judaicos muitas vezes desprezavam os seus irmãos incircuncisos. Por sua vez, os gentios poderiam menosprezar os irmãos israelitas, por serem de um país insignificante e de um povo que rejeitara o Messias. Alguns cristãos eram mais avançados na vida cristã (ou, pelo menos, no conhecimento de fatos e doutrinas), e se consideravam superiores aos irmãos mais novos e fracos. Por essas e por outras razões, surgiam tensões entre indivíduos e subgrupos da igreja.
Tão fortes eram, às vezes, essas tensões, que os cristãos tinham dificuldade para se aceitarem uns aos outros em total pé de igualdade. Paulo, sobre quem pesava diariamente uma pressão interior, a saber, a.. preocupação com todas as igrejas (2Coríntios 11.28), e sabendo das muitas e contraproducentes tensões dentro do Corpo, desejava que os cristãos se amassem uns aos outros sem fingimento, e vivessem em paz uns com os outros.
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